Até março, o Complexo Penitenciário da Frei Caneca, no centro do Rio, será implodido para que o seu terreno abrigue um conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Mais de mil famílias que moram em áreas de risco na comunidade de São Carlos, no Estácio, devem ser beneficiadas com o novo empreendimento. O contrato para a demolição de nove blocos do presídio foi orçado em R$ 11,5 milhões.
Na área de 66 mil m2, o Governo do Estado do Rio de Janeiro construirá cerca de mil unidades populares. Os prédios, compostos por cinco pavimentos e área de lazer, serão adaptados para pessoas com necessidades especiais. O projeto, que será executado pela da Caixa Econômica Federal através do Fundo de Arrecadamento Residencial, pretende reduzir a densidade populacional da comunidade carente.
De acordo com o secretário de Habitação, Leonardo Picciani, os resíduos sólidos gerados pela implosão serão reciclados e reaproveitados em outras obras. O material pode ser utilizado para a fabricação de bases de asfalto e a construção de novas edificações. A meta é minimizar o impacto ambiental, causado pela extração de material em jazidas de brita e areia, e economizar recursos naturais.
- Estou atendendo a um pedido especial do governador Sérgio Cabral para aproveitar essa área e remanejar os moradores do Morro de São Carlos. A ideia é acomodar o maior número possível de famílias da comunidade, aproveitando o programa para oferecer aos moradores mais dignidade e segurança em um novo lar – explicou o secretário.
O Hospital Psiquiátrico Heitor Carrilho é o único bloco do Complexo Penitenciário da Frei Caneca que será mantido pelo governo estadual. Em breve, as secretarias da Casa Civil, Segurança, Administração Penitenciária e Habitação se reunirão para definir os detalhes da transição.
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