Industria do Carnaval movimenta empregos o ano todo

Blog Carioca 9 de agosto de 2012 0

A sete meses do Carnaval e dos desfiles das escolas de samba, já é grande o movimento nas quadras devido às escolhas dos sambas-enredo. A indústria do Carnaval, no entanto, move-se a todo o vapor mobilizando centenas de milhares de profissionais, prestadores de serviços e de produtos.

Coordenador dos cursos de extensão na área de Carnaval das Faculdades Hélio Alonso (Facha), Bruno Filippo destaca que a cadeia produtiva do segmento cresce a cada ano, abrindo possibilidades para diversos profissionais. Segundo ele, a qualificação de boa parte dos trabalhadores ainda é baixa e, com isso, há um grande mercado inexplorado.

“A cada ano as grandes empresas atuam mais buscando um retorno de imagem por meio de patrocínios ou de um enredo ou de uma escola. Assim como, nas ações no Sambódromo. Porém, há um vasto campo de fornecimento de material e de matéria-prima e de prestação de serviços, realizado por profissionais autônomos, que está aberto a quem quer se qualificar e se capacitar”, destaca o professor.

Entre as diversas entidades que apoiam a indústria do Carnaval, a Associação das Mulheres Empreendedoras do Brasil (Amebras) desenvolve na Cidade do Samba, na Gamboa, e no Ateliê Jeitinho Carioca, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio, uma série de projetos de qualificação profissional, geração de renda e acesso de novos profissionais ao mercado de trabalho.

Associação capacita e formaliza o artesão

Ao longo de 14 anos, a Amebras desenvolve projetos de qualificação profissional, geração de renda e acesso ao mercado de trabalho voltados aos prestadores de serviço da indústria do Carnaval.

A presidente Célia Domingues explica que a entidade atua em duas frentes: na formação de mão de obra qualificada e como um banco de oportunidades e negócios para os formados nos cursos e os artesãos da cadeia produtiva do Carnaval.

A Amebras fechou um convênio com o Sebrae-RJ para promover uma campanha de formalização do Empreendedor Individual do Carnaval. “O objetivo principal é dar consultoria aos artesãos da indústria do Carnaval na formalização de suas atividades, transformando o artesão em Pessoa Jurídica na modalidade MEI (Micro Empreendedor Individual) e assim garantir os benefícios sociais”, diz Célia.

Profissionais têm trabalho o ano inteiro

De uma família tradicional de artesãos de Caldas Novas, interior de Goiás, Adriana Alves trabalha ao longo do ano como instrutora de bordado na Amebras e de outubro em diante, nas escolas de samba.

“Além do bordado também produzo bijuterias finas em cristal. Quem se dedica nessa profissão, sempre tem trabalho”, diz ela.

O instrutor de adereços Renato Rodrigues conta que já participou de oficinas até na Argentina, ensinando a montar fantasias.

 

FONTE: O DIA

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